

José Olímpio
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Sou radicalmente contra todas as formas de censura, venha de onde vier, embora reconheça que a imprensa não é infalível, comete erros.
Mesmo prefiro a imprensa que comete erros àquela que se omite diante de fatos graves da vida nacional, envolvendo figurões da República que metem a mão no dinheiro público e ainda se julgam intocáveis.
Não tolero a mídia oficiosa que, em vez de boas reportagens, vive publicando releases ou declarações de autoridades, quando não fazendo a apologia de governantes e partidos políticos, na vã tentativa de mistificar a opinião pública.
Numa rara manifestação de sinceridade, o ex-presidente Lula disse uma vez que “notícia é aquilo que a gente não quer que seja publicada. O resto é propaganda”. Nada mais verdadeiro que isso. Afinal qual o corrupto que quer ver suas mazelas expostas por jornalistas abelhudos?
Lula e seus áulicos sempre negaram a existência do mensalão, mas a maracutaia virou notícia nos principais veículos de comunicação do país e seus protagonistas respondem a processo no Supremo Tribunal Federal.
CartaCapital foi a única publicação que, em vez de denunciar o escândalo, optou por endossar os ataques do PT a imprensa. O que não é de se estranhar, pois seu editor, Mino Carta vem sendo tratado pelos petistas com muita generosidade, desde o primeiro governo Lula.
A ligação entre a revista e os petistas é tão grande que CartaCapital assumiu publicamente a sua opção pela candidatura de Dilma Rousseff. Mas nem precisava, pois sua linha editorial já deixava isso claro. Mino Carta demoniza a oposição e exalta entusiasticamente o modelo de gestão petista.
Mas, graças às denúncias da “imprensa golpista” a presidente Dilma Rousseff pôde identificar focos de corrupção em seu governo, herança da gestão anterior, e iniciar uma vassourada que, infelizmente, foi interrompida.
Todos os escândalos denunciados por Veja, Folha de São Paulo, O Estadão, O Globo e outros meios foram todos comprovados e ensejaram processos na Justiça, a exemplo do mensalão que os petistas insistem em negar.
Manipulações na imprensa ocorrem, seria ingenuidade negar, mas isso não justifica as investidas contra a liberdade de imprensa e de expressão.
Li um dia desses no face a manifestação indignada de uma professora contra a Veja, pelo simples fato de ter publicado uma matéria na qual o método de ensino de Paulo Freire era questionado por especialistas. Sou defensor do método Paulo Freire, mas não posso exigir que todos sejam. Temos que respeitar a liberdade de opinião.
A revista não pode ser crucificada por ter publicado a opinião de especialistas que divergem dos que admiram Paulo Freire.
No caso do Carlinhos Cachoeira e da Delta, que envolve políticos de quase todos os partidos, inclusive do PT, Lula e seus estafetas tentaram criminalizar a Veja e seus jornalistas acusando-os de cumplicidade com a quadrilha desbaratada pela Policia Federal, uma acusação que se revelou leviana, sem prova alguma.
Ao mesmo tempo em que investem contra a imprensa livre e investigativa, incensam o editor de CartaCapital, apontada como uma publicação independente e séria, quando na verdade se sabe que o seu dono e editor se aliou aos petistas desde o primeiro governo Lula e declarou publicamente sua preferência pela candidatura de Dilma Rousseff.
Trata-se, portanto, de uma revista partidária, ligada ao PT. Mino Carta vem sendo cevado há muito tempo pelo Palácio do Planalto, não tem nada de independente, muito menos de sério. Foi um áulico do regime militar, como agora é do PT.
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