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Investigação contra Aras gera ação por abuso de autoridade contra delegado da PF

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o delegado da Polícia Federal (PF) Bruno Calandrini por abuso de autoridade em uma investigação que envolvia o ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. O caso se refere a um inquérito sobre supostos desvios no fundo de pensão dos Correios (Postalis), no qual Calandrini tentou ouvir Guedes sem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu busca e apreensão do celular de Aras após um vazamento de uma conversa entre ele e um advogado de Guedes. O MPF alega que o delegado agiu sem justa causa e de forma ilícita, violando dois artigos da lei de abuso de autoridade. A defesa de Calandrini nega as acusações e diz que ele é vítima de “perseguição política”1

Calandrini também era responsável por um outro inquérito que apurava um esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC) durante a gestão do ex-ministro e pastor Milton Ribeiro, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O delegado chegou a prender Ribeiro em junho de 2022, mas foi afastado do caso por determinação da direção da PF. Ele também foi suspenso de suas funções por 60 dias, mas conseguiu retornar ao trabalho no final do ano, após uma decisão judicial2

A denúncia contra Calandrini foi apresentada pelo MPF em outubro de 2022, depois que ele se recusou a assinar um acordo de não persecução penal. Ele pode pegar de um a quatro anos de detenção por cada crime. A juíza federal Pollyanna Kelly, da 12ª Vara Federal do DF, recebeu a denúncia em dezembro do mesmo ano, tornando Calandrini réu no processo

FONTE: UOL

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