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Juca Alves assume temporariamente a SAAD Sul após exoneração de Jeová Alencar

O Diário Oficial do Município desta terça-feira (23) publicou o decreto de exoneração de Jeová Alencar da Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD) Sul. O deputado estadual entregou carta de exoneração ao prefeito Dr. Pessoa (Republicanos) para sair do cargo nesta terça alegando divergências com a gestão do prefeito.

Para o lugar de Jeová Alencar, foi nomeado o engenheiro Juca Alves. Ele estava na função de coordenador de asfaltamento da Prefeitura de Teresina e também já foi secretário-executivo da SAAD Sul.

Em dois dias, é a segunda troca no primeiro escalão da prefeitura de Teresina. Na segunda-feira (22), houve mudanças na Strans e SAAD Rural. O sobrinho do prefeito Bruno Pessoa deixou de ser titular da Strans e passou a ser diretor administrativo e financeiro. Quem assumiu o posto foi o coronel Edvaldo Marques, então superintendente da SAAD Rural. Quem ficou no lugar da pasta rural foi Glauco Castro, então secretário-executivo. Saída de Jeová da prefeitura

O deputado estadual entregou uma carta ao prefeito solicitando a exoneração do cargo. Justificou que tomou a decisão por conta de dificuldades para administrar a Superintendência, anunciou a pré-candidatura à Prefeitura de Teresina e disse que permanece no partido Republicanos.

Sobre a dificuldade na gestão, disse que o prefeito está “terceirizando a gestão” para o filho, João Duarte e disse que está se sentindo “engessado”.

“Eu estou entregando porque eu me sinto engessado e eu não vou me prejudicar. Eu tenho responsabilidade com aquilo que eu assumo”, disse em entrevista ao Jornal do Piauí. ” O asfalto vai ser parado hoje porque não liberam o orçamento porque o João Pessoinha é quem quer controlar tudo. O Dr. Pessoa terceirizou a prefeitura para o filho, e isso não tem cabimento, alguém tem que dizer isso. o prefeito não é responsável por nada”, disparou.

O prefeito Dr. Pessoa disse que a carta com o pedido de exoneração era “meio nebulosa” e citou “outras tratativas” envolvendo o superintendente.

“Foi uma carta assim meio ‘nebulosa’, mas a consciência dele é quem sabe, eu chamei, agora, na obscuridade, não caminhava comigo não. Quando eu pressionai para saber onde estavam as ‘pedras preciosas’, ele não queria mostrar e terminou pedindo demissão. Ele que pediu demissão, não fui eu não. Eu queria saber o caminho que estava trilhando, não poderia ser na obscuridade. Quando eu descobri que tinham outras coisas, outras tratativas, ai foi apertando e o resultado está ai”, disse.

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