Economia

Macron rejeita acordo entre Mercosul e União Europeia e dificulta ratificação

O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou sua oposição ao acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que foi assinado em 2019, após 20 anos de negociações. Ele afirmou, na COP 28, que o acordo era “antiquado” e “mal remendado”. Além disso, ele solicitou à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que o bloco europeu abandone as conversas com o bloco sul-americano.

A posição de Macron, que enfrenta pressões internas de agricultores e ambientalistas, dificulta a ratificação do acordo, que depende da aprovação de todos os 27 países membros da União Europeia. Segundo Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV-SP, “todo mundo concorda que é muito pouco provável que este acordo seja ratificado”.

Ele explicou que a última chance de concluir o acordo foi no ano passado, quando a Espanha presidia a União Europeia, e o Brasil, o Mercosul. Ele disse que, neste ano, haverá eleições parlamentares na Europa, e que o novo parlamento pode ser menos favorável a grandes acordos comerciais.

O acordo entre Mercosul e União Europeia é o maior tratado de livre comércio do mundo, envolvendo 32 países, com 780 milhões de habitantes e um PIB combinado de US$ 20 trilhões (R$ 100 trilhões). O acordo prevê a eliminação de tarifas e a facilitação do comércio entre os dois blocos

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